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Tecnologias leves: adesão a tratamentos e redução de custos

Tecnologias leves são as chamadas tecnologias das relações humanas e, na saúde, aparecem por meio da escuta qualificada, acolhimento, produção de vínculo, humanização e empatia. O uso dessas tecnologias leves para aprimorar as técnicas de comunicação dos profissionais da saúde tem efeito comprovado com maior adesão a tratamentos, melhor relação médico-paciente e redução de custos. Essa a discussão será tema de palestra no 11º Seminário UNIDAS – Atenção Integral à Saúde.

“Temos novas evidências científicas demonstrando que o treinamento do profissional de saúde em tecnologias leves para ampliar vínculos, adesão e acolhimento reflete diretamente no cuidado integral à saúde”, explica Mariana Salomão Daud, médica de família e comunidade com 10 anos de experiência na Saúde Suplementar.

De acordo com a especialista, há um investimento crescente em tecnologia dura para o aprimoramento do cuidado em saúde, ou seja, em máquinas, normas, rotinas e estruturas organizacionais. No entanto, focar somente neste tipo de tecnologia tem se mostrado ineficaz no cuidado integral à saúde.

“Uma das grandes questões hoje em gestão de cuidado é a adesão a comportamentos promotores de saúde. Por exemplo: fazer com que o paciente use a medicação corretamente, incentivar a prática de alguma atividade física regularmente. A partir do momento em que treinamos os profissionais da saúde para aprimorar suas técnicas em comunicações efetivas, nós podemos potencializar essa adesão, melhorando a qualidade de vida do paciente, a eficácia de um tratamento ou tendo um melhor entendimento de suas necessidades iniciais”, esclarece a médica.

Os desafios na adoção das tecnologias leves

Para Salomão, os principais desafios de utilizar as tecnologias leves como inovação no cuidado integral são o reconhecimento dos gestores sobre a necessidade do treinamento especializado em habilidades de comunicação, os custos para esses treinamentos e transformar a teoria na prática, ou seja, utilizar os conhecimentos técnicos como verdadeiras mudanças na prática do profissional de saúde.

Como alternativas para ampliar essa técnica, que é tão fundamental ao cuidado integral à saúde, a especialista sugere treinamentos imersivos para os profissionais da saúde, comunidades de prática institucionais e até coaching institucional para manutenção das novas habilidades na rotina desse profissional. “Temos um cenário que pede inovação nas tecnologias leves, tanto para organizar os serviços quanto para promover melhores resultados em cuidado em saúde”, finaliza.

Superação da pandemia no trabalho

As pessoas dedicam boa parte do seu tempo ao emprego, e promover a saúde e bem-estar neste ambiente pode melhorar a qualidade de vida dos colaboradores, prevenir doenças e, consequentemente, beneficiar os empregadores, que terão funcionários mais saudáveis. Mas como aplicar isto na prática, especialmente diante de uma pandemia que está mudando as relações de trabalho? É o que Wolf Kirsten, especialista global sobre tema, irá abordar durante o 11º Seminário UNIDAS – Atenção Integral à Saúde.

Para o alemão Kirsten, que reside no Arizona (EUA), é cofundador e codiretor do Centro Global para Locais de Trabalho Saudáveis, presidente da International Health Consulting e atua na área há 25 anos, os sistemas de saúde em todo mundo já vinham enfrentando pressões de custo por conta do aumento de doenças crônicas, inatividade física e estresse relacionado ao trabalho – ao mesmo tempo em que havia uma crescente demanda por produtividade no mercado global.

Com essa soma de fatores, os empregadores passaram a reconhecer a necessidade de uma abordagem mais proativa para promoção da saúde de seus funcionários. Essa questão se tornou ainda mais relevante diante do atual cenário em que vivemos, com a pandemia de Covid-19.

Durante o evento, o especialista fará uma introdução sobre o quadro de trabalho saudável da Organização Mundial da Saúde (OMS), que conta com cinco chaves de estrutura: comprometimento e engajamento da liderança, envolvimento dos trabalhadores, ética e legalidade dos negócios, sustentabilidade e integração e o ciclo de melhoria contínua, além de trazer sua aplicabilidade na prática diante de um cenário de pandemia.

“A estrutura é orientada ao processo, de modo que pode e deve ser aplicada definitivamente à pandemia. Superar a pandemia com sucesso requer uma liderança forte e o envolvimento ativo dos funcionários no desenho da estratégia”, explica.

Para o especialista, há várias empresas brasileiras que possuem excelentes programas de promoção da saúde no local de trabalho, mas é preciso levar em conta todo o contexto: “O cenário atual é bastante desafiador com a COVID-19 e levará um tempo para sair da crise. No entanto, não se deve perder de vista as doenças não transmissíveis (DANT) que estão em ascensão no Brasil há alguns anos”.

11° Seminário UNIDAS – Atenção Integral à Saúde

Data: 17 e 21 de agosto de 2020, a partir das 15h

Painel: Tecnologia leve como inovação – Mariana Salomão Daud

Quando: 20 de agosto, a partir das 15h

Hotsite: https://11seminario.unidas.org.br/

 

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